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Conde de Chinelo: O último fabricante de loiças tailandesas.

por Nhex, Sábado, 07.12.13

Após semanas na selva de Freixo de Espada à Cinta, decidi acordar, lavar a cara e voltar ao trabalho. Desta vez trago-vos uma entrevista rara a um senhor que é provavelmente o último grande monarca em Portugal. Falo-vos claramente de Ezequiel Almeida de Gorro Chinelo, ou Sua Excelência Conde de Chinelo (CC para os amigos). O seu império nas loiças tailandesas que rivaliza com a própria Vista Alegre tem a particularidade de estar sedeado no nosso país. Como tal, organizamos um conjunto de perguntas para o nosso ilustre entrevistado.

 

FO (Fumar Orégãos "duh") - Boa tarde Sua Excelência como tem passado?

 

SE (Sua Excelência, não pude usar CC porque não somos amigos) - "..."

 

FO - Conte-nos a sua história, como é que chegou aqui?

 

SE - "Estamos em minha casa como é que acha que cá cheguei seu parvo?... Estou a brincar consigo, então o que aconteceu foi o seguinte: Em 1968 nasci deserdei os meus pais e tomei conta do negócio de família."

 

FO - Mas como é que isso foi possivel? 

 

SE - "Tive ajuda de uns tios albaneses mas isso é outra história."

 

FO - Diga-nos então de onde apareceu o titulo de Conde?

 

SE - "Olhe para dizer a verdade eu não sei bem. Segundo consta nos registos da vila, o titulo foi atribuido por D. Manuel II mesmo antes de ele perder a guerra contra os republicanos. O próprio Duque de Bragança aceita como oficial este titulo. Chinelo foi um condado que existiu entre 4 e 5 de Outubro de 1910 e localizava-se ali na zona de Freamunde."

 

FO - Loiças tailandesas porquê?

 

SE - "Porque as chinesas são de qualidade duvidosa, as da Vista Alegre são demasiado portuguesas e as do McDonalds são de plástico. Então decidi contratar oleiros tailandeses para ver o que dali saía. Inicialmente começou por sair uma galinha com amendoin espetacular. Depois eu disse que loiça em português significava outra coisa e então começaram a fazer uns potes e pratos fantásticos. Montamos uma fábrica e daí vieram os copos, jarros para vinho, bolas de cristal para a Maya etc..."

 

FO - Abordando um assunto polémico, porque é que a sua fábrica se situa num vulcão submarino ao largo das Berlengas?

 

SE - "Ó caro amigo, porque aquele vulcão está ligado directamente à Tailândia e trás daqueles vapores tailandeses muito bons sabe? E é por isso que a fábrica tem que lá estar situada, é um complexo seguro e que respeita todas as regras exigidas pelos habitantes do Atlântico. Tenho que agradar sobretudo aos peixes palhaço. Eles têm a mania que são engraçados mas na verdade são uns sacanas."

 

FO - Surgiram rumores que o complexo era demasiado pequeno para tanta maquinaria e funcionários, o que tem a dizer sobre isto?

 

CC - "Sim é verdade, eu tenho que confessar que construi a fábrica à imagem do Portugal dos pequeninos porque eu gosto realmente do sitio. Por isso apenas posso contratar pessoas com altura até 1,53 metros. Os anões do Bangladesh trabalham muito bem mas temos mais funcionários e atenção ao contrário do que o telejornal da TVI disse, nós não promovemos o trabalho infantil."

 

FO - Para terminar, tem algum conselho para dar sobre a crise em que vivemos?

 

CC - "Loiças Chinelo, na compra de duas ainda leva um marmelo."

 

E assim terminou a entrevista.

 

 "D. Manuel II, o conde disse que preferia este retrato ao dele. @Wikipedia"

 

 

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por Nhex às 02:25

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