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O "Survivor" das Batatas.

por Nhex, Sábado, 12.04.14

 Lembram-se daquele programa que dava na televisão, o "Ponto de Encontro"? Ainda bem que se lembram, mas, não é disso que vamos falar. E agora pensam vocês: "Ah, este anormal vai falar sobre aquele programa da ilha". Não, este anormal, vai fazer uma pequena referência a esse programa televisivo. Aquele em que alguns americanos eram atirados para o meio de uma ilha. Ilha essa, que ainda hoje, suponho que seja algures perto das Berlengas. Eu sou português e como tal apetece-me contar a lendária batalha pela sobrevivência das nossas batatas. Isto não são umas batatinhas quaisquer. Estou a falar de batatas do mais alto gabarito gastronómico. Eu diria quase, que,  a batata portuguesa que nos chega à mesa é uma batata de caça.

 O ano é 1986 e Portugal adere à União Europeia. Mundos e Fundos começam a "inundar" os nossos cofres. Uma das áreas alvo destes programas é a Agricultura. O dinheiro é então distribuído pelos produtores. Mas há um problema. Uma grande parte destes produtores decide que este dinheiro não vai ser usado no desenvolvimento da sua actividade, mas sim, na compra de bens pessoais. Portanto, se calhar estou a exagerar, se calhar não. Eu não percebo nada do assunto. Sou um simples "blogonauta" e o que conheço do mundo é-me ditado da Internet por um duende chamado Alfredo. O que não deixa de fazer sentido é que o custo de produção seja mais alto, através de técnicas antigas. O que quero dizer com isto, é que, por exemplo, em Espanha as batatinhas são bem tratadas porque o investimento certo foi feito na altura. Isto faz com que o custo de produção seja mais baixo e por isso o custo de venda seja mais baixo também. Ora, em Portugal não. Como temos muitos casos de uso de técnicas antigas (suponho eu) a nossa batata acaba por custar mais a produzir e a ter um custo de venda mais alto. Ora, não nos podemos queixar. Isto são batatas que aguentaram condições extremas e é aí que surge a história de hoje.

 Num campo com enumeras batatas, apenas algumas sobrevivem. Usando os mais variados recursos. Desde pedras, a toupeiras mercenárias, passando pelas falsas acusações de bataticídio. A batata portuguesa é um perfeito exemplo da "lei do mais forte". Toda a gota de água é importante em tempos de seca. A absorção de nutrientes por recurso a actos de canibalismo batatal são recorrentes. Já alguma vez ouviram uma batata a gritar? Claro que não, elas são tão fortes assim. O guerreiro perfeito, que se fosse um ser mais avançado dominava facilmente o mundo. 

 

 

 

 

Isto é uma batata antes de ser preparada para venda.

 

 

 

 

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por Nhex às 00:42

Super Cheio vs Le Tremoço

por Nhex, Sábado, 22.03.14

 Esta é a história da rivalidade entre dois seres superiores. Poderia até ser uma história sobre outra coisa qualquer, mas não é. Um duelo quase imortal que abalou as próprias fundações do planeta Terra, ou se calhar não, mas tem mais piada assim.

 Tudo começou numa bela noite de Inverno, à hora de jantar. Albino Castanheira sentou-se à mesa com a sua família (Constituída por: uma boneca de porcelana e um papagaio de papel). O jantar, era a famosa "massa com tudo", que o nosso personagem aprendeu nos seus tempos de estudante universitário. Visto que nenhum dos outros membros aparentava estar com muita fome. Albino decide comer toda uma panela de massa. E esta não era uma massa qualquer. Era um sortido das mais requintadas iguarias italianas. Mais concretamente, uma embalagem de espirais e um fio de esparguete que andava lá perdido no armário. Ao terminar, exclama: "Estou super cheio!". Nesse momento apercebe-se que a sua vida ganhou todo um novo significado. O nosso herói era agora isso mesmo, um herói. Porque toda a gente sabe que se estamos "super" qualquer coisa, então somos especiais.

 As possibilidades eram infinitas, combater o crime, curar doenças, salvar gafanhotos atropelados na berma da estrada. Até mesmo, lavar a loiça. Mas como todos os super heróis, havia um ponto fraco. Levantar-se da mesa seria um verdadeiro desafio. Então, Super Cheio começou por combater o cibercrime e a curar doenças com "gostos" no Facebook. Os gafanhotos ficariam para já à mercê da mãe natureza e dos Fiat Uno que não respeitam os animaizinhos. 

 Enquanto castigava severamente um burlão via e-mail, ouve um barulho vindo do frigorifico. A porta abre-se e Super Cheio, com horror,  fica pálido, como se alguém lhe tivesse despejado um frasco de Maisena em cima. À sua frente estava, nada mais nada menos, do que "Le Tremoço". 

 "Le Tremoço" tinha um único objectivo. Esperar que Albino se transformasse em Super Cheio. Isto para que em momento oportuno pudesse alimentar fatalmente o nosso herói. Sim, porque não nos podemos esquecer, que alguém super cheio está a um tremoço de uma indigestão. O tremoço foi outrora um simples petisco de conserva. Ficando esquecido na solidão do seu frasco durante 3 anos, num frigorifico, em que nem sequer a luz funcionava com o abrir da porta. O liquido de conserva era já radioactivo e a escuridão imensa. Esta era uma criatura das trevas. Um dos seus poderes era a capacidade de saltar longas distâncias. Super Cheio foi rápido a reagir ao usar o seu computador portátil como escudo. Mas ainda faltava pelo menos uma hora para haver espaço na sua barriga. A única forma de derrotar o tremoço era comendo-o. A única forma de derrotar o Super Cheio era alimentando-o num estado de plena fartura. E durante quarenta e cinco minutos o combate durou. O tremoço saltava e logo era arremessado para o outro lado da sala. E ao minuto quarenta e seis, o tremoço salta uma última vez para ser arremessado janela fora. De repente, Albino sente o seu poder a desvanecer e consegue levantar-se para fechar a janela. O tremoço estava derrotado, por agora...

 

 

Tremosae Tuberculosis a doença que originou "Le Tremoço"

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por Nhex às 03:22

Conde de Chinelo: O último fabricante de loiças tailandesas.

por Nhex, Sábado, 07.12.13

Após semanas na selva de Freixo de Espada à Cinta, decidi acordar, lavar a cara e voltar ao trabalho. Desta vez trago-vos uma entrevista rara a um senhor que é provavelmente o último grande monarca em Portugal. Falo-vos claramente de Ezequiel Almeida de Gorro Chinelo, ou Sua Excelência Conde de Chinelo (CC para os amigos). O seu império nas loiças tailandesas que rivaliza com a própria Vista Alegre tem a particularidade de estar sedeado no nosso país. Como tal, organizamos um conjunto de perguntas para o nosso ilustre entrevistado.

 

FO (Fumar Orégãos "duh") - Boa tarde Sua Excelência como tem passado?

 

SE (Sua Excelência, não pude usar CC porque não somos amigos) - "..."

 

FO - Conte-nos a sua história, como é que chegou aqui?

 

SE - "Estamos em minha casa como é que acha que cá cheguei seu parvo?... Estou a brincar consigo, então o que aconteceu foi o seguinte: Em 1968 nasci deserdei os meus pais e tomei conta do negócio de família."

 

FO - Mas como é que isso foi possivel? 

 

SE - "Tive ajuda de uns tios albaneses mas isso é outra história."

 

FO - Diga-nos então de onde apareceu o titulo de Conde?

 

SE - "Olhe para dizer a verdade eu não sei bem. Segundo consta nos registos da vila, o titulo foi atribuido por D. Manuel II mesmo antes de ele perder a guerra contra os republicanos. O próprio Duque de Bragança aceita como oficial este titulo. Chinelo foi um condado que existiu entre 4 e 5 de Outubro de 1910 e localizava-se ali na zona de Freamunde."

 

FO - Loiças tailandesas porquê?

 

SE - "Porque as chinesas são de qualidade duvidosa, as da Vista Alegre são demasiado portuguesas e as do McDonalds são de plástico. Então decidi contratar oleiros tailandeses para ver o que dali saía. Inicialmente começou por sair uma galinha com amendoin espetacular. Depois eu disse que loiça em português significava outra coisa e então começaram a fazer uns potes e pratos fantásticos. Montamos uma fábrica e daí vieram os copos, jarros para vinho, bolas de cristal para a Maya etc..."

 

FO - Abordando um assunto polémico, porque é que a sua fábrica se situa num vulcão submarino ao largo das Berlengas?

 

SE - "Ó caro amigo, porque aquele vulcão está ligado directamente à Tailândia e trás daqueles vapores tailandeses muito bons sabe? E é por isso que a fábrica tem que lá estar situada, é um complexo seguro e que respeita todas as regras exigidas pelos habitantes do Atlântico. Tenho que agradar sobretudo aos peixes palhaço. Eles têm a mania que são engraçados mas na verdade são uns sacanas."

 

FO - Surgiram rumores que o complexo era demasiado pequeno para tanta maquinaria e funcionários, o que tem a dizer sobre isto?

 

CC - "Sim é verdade, eu tenho que confessar que construi a fábrica à imagem do Portugal dos pequeninos porque eu gosto realmente do sitio. Por isso apenas posso contratar pessoas com altura até 1,53 metros. Os anões do Bangladesh trabalham muito bem mas temos mais funcionários e atenção ao contrário do que o telejornal da TVI disse, nós não promovemos o trabalho infantil."

 

FO - Para terminar, tem algum conselho para dar sobre a crise em que vivemos?

 

CC - "Loiças Chinelo, na compra de duas ainda leva um marmelo."

 

E assim terminou a entrevista.

 

 "D. Manuel II, o conde disse que preferia este retrato ao dele. @Wikipedia"

 

 

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por Nhex às 02:25

O ataque dos vampiros em pó

por Nhex, Domingo, 29.09.13

 Reza a lenda que algures no Universo existe uma estrela que conta histórias sobre gnomos em repartições de finanças, mas não é disso que vamos aqui falar hoje. Não, nós vamos aqui falar sobre uma realidade encontrada no quadrante 43 das ilhas das Berlengas, isto fica mais ou menos entre Freixo De Espada à Cinta e Creixomil, onde uma antiga ceita de zebras andaluzes praticam rituais de protecção e confecção de vampiros em pó. Já aqui tivemos um post sobre um vampiro, mas não é da mesma espécie, esse era "vampiris anormalis", estes são "vampiris puffinis".

 Bem, continuando... tudo começou quando a zebra alfa se deparou com uma lata de leite condensado do LIDL e pensou que aquilo fosse só mais um daqueles "pichebeques" com que o ser humano gosta de decorar a Natureza. Mas eis que afinal não era, era só uma lata de leite condensado, o pior veio a seguir quando a zebra, chamemo-lhe de... vá, Cantiflas (isto porque o nome real não pode ser revelado) decidiu comer um  pedacito de erva e foi aí que sentiu uma qualquer reacção alérgica e espirrou, desencadeando o processo de reactivação de um vampiro em pó. Isto tudo porque para o vampiro passar do estado pósoso para o estado sólido, basta juntar água.

 Ora como seria isto possível? Na verdade não é dificil, o que acontece é que normalmente este tipo de vampiros ou habita em grandes altitudes ou então em urnas, este calhou de estar ali a passar e ao levar com a expectoração da zebra "pimba!" reapareceu. O vampiro graças a poderes cósmicos e cenas que tal, tomou controlo da mente do Cantiflas e decidiu que iria escravizar todo um cardume de zebras com um único propósito, ressuscitar todos os vampiros em pó possíveis. Então, após décadas e décadas de pesquisa, conseguiram ir encontrando um a um estes criminosos do além.

 Após este autêntico exército estar reunido, começaram os ataques. Aldeias arderam, nações cairam. Pandas polares ficaram desalojados e inclusivé a redacção deste blog foi ameaçada, o que vale é que isto é virtual, senão quem sabe o que aconteceria... Nada parecia parar os sucessivos ataques até que chegaram à frutaria da dona Alzira e finalmente encontraram o que queriam, abacaxis. O abacaxi é a base da alimentação destes senhores e era só disso que eles precisavam... Após donativos de cerca de alguns euros todos os crimes foram perdoados e foi ainda permitido a este grupo a criação de uma fábrica de abacaxi enlatado, que deu muito emprego ali na zona.

 

 

Não lhe juntem água.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Queria agradecer ao Sr. Spock a ajuda que me deu na pesquisa deste artigo

 

 

 

 

 

 

 

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Confrontos rebentam entre M&M's

por Nhex, Quarta-feira, 03.07.13

 Quando a ONU pensava que a paz estava alcançada, eis que na prateleira dos doces da Mercearia do Vitó, na ilha 43.5 das Berlengas uma embalagem de "m&m's de chocolate" empurrou uma outra de "m&m's amendoim" para o chão. A força do impacto libertou todos os habitantes do recipiente e como toda a gente sabe quando isto acontece os m&m's oxidam transformando-se em pequenos pedaços de ferrugem, o que é desagradável de se assistir, principalmente para as inocentes gomas de banana que tiveram que testemunhar todo o incidente, mas não se preocupem caros leitores, elas já estão em terapia.
Com isto volta a tensão aos corredores de aperitivos e guloseimas das grandes cadeias de hipermercados, os representantes do LIDL já avisaram que ou os confrontos param ou terão que abastecer as suas prateleiras apenas com produtos de marca branca e pintarolas.
 O conflito armado entre estas duas variedades de chocolate terminou em 1972 com o assinar do "Tratado de Paz de Óbidos", que como toda a gente sabe celebra todos os anos este acontecimento com o festival de chocolate. O problema é agora cultural e as marcas do passado ainda estão bem presentes na mente de todos. Ainda no ano passado uma embalagem de "m&m's chocolate" que foi colocada por engano entre duas de amendoim numa máquina de vending foi violentamente agredida até que rebentou e mais uma vez os m&m's se transformaram em pedaços de ferrugem, só que os de chocolate têm um problema, não se transformam só em ferrugem, transformam-se em ferrugem radioactiva e depois aquilo é difícil de limpar.
 A associação "Amendoim Natura" veio em defesa dos pequenos m&m's de chocolate, afirmando que um amendoim não deve ter vergonha daquilo que é e por isso não se deve revestir de chocolate, acusando esta variedade (a do amendoim) de não respeitar as leis da natureza. Em contraste os smarties e as pintarolas defendem que já era tempo de se acabar com os m&m's de chocolate pois temem pelo futuro da sua espécie.
 O caso fez com que as duas mascotes dos M&M's se separassem chegando mesmo o vermelho (chocolate) a enviar uma carta bastante explicita ao amarelo (amendoim), a qual nós nos propusemos a publicar com algum controlo do conteúdo mais violento:

 

"Caro alimento de elefante achocolatado, espero que caias de um quarto andar e te esborraches no chão, que venham agulhas envenenadas e te piquem transformando-te num M&M roxo" - toda a gente sabe que este é o maior insulto que se pode dizer a um m&m, mas a carta segue dizendo - " e que quando isso acontecer, te transformes em fezes humanas e que de nenhuma forma te consigam retirar do sitio onde estás para que quando esta civilização acabar a próxima não se esqueça do significado daquilo que são as fezes humanas" (escusado será dizer que palavra o termo "fezes humanas" está a substituir)

 

Há rumores que a Coreia do Norte quer dar asilo politico a uma destas variedades se bem que os americanos pedem calma e apelam à paz.

 

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por Nhex às 23:29

Bem vindos a Wortenton, ou então não.

por Nhex, Segunda-feira, 11.03.13

 Um dia resolvi visitar o Frigorífico, um ser mágico de onde o ser humano retira comida como minério (era assim que eu o via com quatro anos e como é muito mais fixe desta forma, é assim que o vamos ver nesta história). Quando abri a porta deste generoso deus dos alimentos vi algo cintilante, infelizmente não era um unicórnio (a busca continua) era sim um frasco de forma estranha e com conteúdo duvidoso e que na altura me pareceu bastante bem fazer uma sandes daquilo. O problema foi que quando abri o frasco o mesmo estava vazio, afinal toda aquela aura provinha da embalagem e não do conteúdo. Foi aí que decidi ler o rótulo (meh rótulos, só os lemos para por defeitos em algo) afinal a coisa não era nada de se comer mas sim um tipo de mistura alcalina usada para limpar chaminés... E a embalagem que parecia tão convincente... Mesmo assim, era intrigante dado que aquilo estava no Frigorifico e o gajo estava vazio.

 No exacto momento em que ia voltar atrás, entristecido, ouvi um sussurro que dizia - "Alfredoooooo" - como pensava que isto era para o nosso duende residente decidi ignorar, mas assim continuava - "Alfredooo" - ao que eu respondi - "Men! Eu não me chamo Alfredo" - e como consequência ouvi - "tudo bem, mas olha preciso de falar contigo" - e eu - "pode ser". Quem me sussurrava era nada mais nada menos que o Frigorifico, ou melhor, Lorde Frigorífico como se apresentou. Atento, decidi ouvir a história deste fascinante ser que vinha do planeta Wortenton, uma espécie de Cyberton mas menos conhecido.

 Depois de horas a fio a ouvir conversas sobre o pasto de torradeiras e a caça de fogões, finalmente chegou a parte interessante, descobri o porquê do frasco misterioso, aquilo é tipo o alimento destes seres (que ignoram completamente o uso de electricidade como toda a gente sabe) e o facto de estar vazio significava um enorme problema, eu como representante da nossa raça inferior (é interessante porque há mesmo seres humanos que parecem ter um QI inferior ao de um frigorífico)  fui incumbido de procurar um novo frasco para que este lorde intergalático pudesse continuar a armazenar as minhas reservas de alimentos.

 Decidi por começar a perguntar no escritório se alguém sabia onde se podia arranjar tal coisa e estes inúteis não me ajudaram de todo. Então parti sozinho em busca de tal pote sagrado. Mal me encontro na rua e aparece-me o típico estranho que me dá as indicações exactas da localização do artefacto sem me pedir nada em troca, sem meias medidas decidi segui-las... Ora portanto, teria que passar pelo sector 43 das Berlengas e fazer uma paragem no mercado negro de Tóquio 7. Após atravessar mares em fúria e ter que ser multado por excesso de velocidade (quem anda de gaivota está sempre marcado pelas autoridades) lá cheguei ao meu destino.

 É engraçado aquilo que se encontra num mercado negro, nunca pensei encontrar meias tão baratas mas isso não interessa agora, as pistas levavam-me para uma barraca cujo nome era "Loja do Zapping a 4 canais", qual não é o meu espanto quando vejo que o vendedor era nada mais nada menos que o estranho que me tinha dado indicações, quando me vê desata às gargalhadas e diz - A sério que fizeste aquele caminho todo?" - e eu respondo - "Sim, sempre confiei em estranhos." - o que ele disse a seguir serviu-me de lição - "Isto fica mesmo por trás do teu escritório,  porque raio foste dar tamanha volta?" - para não ficar mal limitei-me a dizer - "Porque gosto de passear"- e ele - "Ah então está bem".

 Por dois euros trouxe três frascos e um piaçaba. Voltando agora pelo caminho mais curto chego vitorioso ao pé do Lorde Frigorífico, aos seus olhos eu era um herói e por isso me deu o titulo de... não me lembro agora mas era porreiro. Já só faltava restabelecer as minhas provisões e isso ainda é algo que nos é "facilitado" por estas terras e deveriamos dar graças por isso, mas não a nenhuma "entidade criadora" porque essas não existem, apenas existem frigorificos intergaláticos e um dia quem sabe, unicórnios também.

 

Retrato de Lorde Frigorifico (completamente legitimo)

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por Nhex às 05:04

Mamutossauros-Pigmeu em: Capuccinos na Nova Escócia.

por Nhex, Segunda-feira, 28.01.13

 Nas Berlengas tudo está calmo, pudera, esta história não se passa lá. No Covil do Parafuso há um ser que dorme sossegado dentro do seu aquário-floresta, este ser é nada mais nada menos que o nosso Mamutossauros-Pigmeu (mamutuslagartus-piquenus). Chegado ao nosso planeta vindo de Saturno a sua missão mantêm-se intacta, salvar a Terra do maldoso Dr. Circunflexo. Apenas conhecido pela NASA como "Pigmeu", o seu nome é na verdade Jesuíta.

 Então lá estava a pobre criatura a restabelecer energias, quando, a sua planta-alarme o acorda ao som de Iran Costa. Há algo que devem saber, quando o alarme é Iran Costa o assunto só pode ser sério. Rapidamente salta da sua cama-eucalipto e pede a Pantufas (o seu fiel pardal cosmonauta) que lhe faça o relatório da situação visto que as remelas do sono teimavam em não descolar. Não podia ser pior, uma praga de capuccinos na Nova Escócia. Agora calma, vamos fazer uma pausa:

 Provavelmente estão a pensar na Nova Escócia norte-americana certo? Errado! Nova Escócia é uma colónia inter-galática altamente secreta no planeta X47A que fica ali para os lados de Bragança. Esta colónia foi edificada  pelos escoceses em 2003 e ainda hoje está nos segredos dos deuses.

 Agora que já esclarecemos isso, continuemos. Jesuita tinha que se apressar para salvar a Nova Escócia, saltando para o seu asteróide de viagem, ele e Pantufas encaminharam-se para X47A que por acaso tem umas termas muito engraçadas e a baixo custo nesta altura do ano. Levaram exactamente 4 dias a chegar porque, o asteróide, teve uns problemas no motor e teve que ser chamado um reboque. Enfim foi bastante complicado mas vá! voltando à história,  ao chegarem finalmente a Nova Escócia o cenário era aterrador e desmotivante, numa questão de dias os capuccinos já tinham tomado as termas e a plantação de bolotas. Depressa os nosso heróis se dirigiram ao posto avançado para poderem fazer uma análise mais cuidada a tudo o que se passava. Lá eram visiveis as marcas deixadas pelos seres malévolos que eram os capuccinos, desde colonos com dentadas ou marcas de queimaduras, até paredes tingidas com borras de café, o cenário era triste mas o nosso pigmeu não ia baixar os braços e ia encarar o problema de frente.

Subindo ao muro de protecção com um mega-fone, estava determinado em chamar a atenção das criaturas - "Oh cafés queimados!" - gritou ele - "As vossas chávenas nem de cerâmica são!" - continuou. Nunca, mas nunca se deve dizer isto a um ser como o capuccino, um ser que apesar de bárbaro tem orgulho no seu sabor e costumes, mas este mamutossaurs sabia o que estava a fazer (ou então não) e com isto, num abrir e fechar de olhos, toda a horda capuccinesa estava às portas do posto avançado a querer o sangue do Jesuita.

"Quem vos enviou?!" - segue dizendo - "O teu pai!" - responde um deles - PAM! (tiro nos queixos e menos um capuccino) - "Quem vos enviou?!" - insiste do cimo da muralha. À frente chega-se uma chávena desenhada com o mais alto requinte pela Sra. Vista Alegre e diz - "Circunflexo disse que foram estes os colonos que partiram a cafeteira-suprema!" - aqui estava a razão, o bom doutor decidiu usar estas pobres criaturas contra a humanidade. "Como foram capazes de acreditar nesse charlatão?!" - pergunta Jesuita - "cof cof, senhor sauros... fomos mesmo nós que partimos a cafeteira-suprema, ela estava a dizer mal da nespresso" - o que mais se poderia esperar? É claro que os seres humanos tinham que ter alguma culpa nisto mas a promessa de defender a Terra e seus habitantes/descendentes (e a nespresso) mantinha-se e alguma coisa teria que ser feita contra os capuccinos.

 Ao insistirem em ficar e atrapalhar a colónia, Jesuita usa a sua arma final, na mala do seu asteróide estava a cantora de opera Sigfrunda Lichensteinen. Após seguir as instruções e juntar as peças da senhora, a mesma estava pronta para soltar o seu agudo canto de destruição massiva de loiça. Com um clique o mar de chávenas indignadas transformou-se num mar de café com leite que é hoje uma das principais atracções turisticas da zona.

 Poderia o nosso herói ter salvo toda uma nação de capuccinos? Provavelmente, se estes não tivessem sido enfeitiçados por aquele maldito doutor talvez o desfecho fosse outro. Talvez noutro dia ele possa encontrar e derrotar a sua nemesis.

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por Nhex às 22:51

Super-heróis que eu gostava que existissem.

por Nhex, Sexta-feira, 18.01.13

O Homem-Panda: Nascido nas selvas da Indochina, este senhor foi raptado ainda no berço por um grupo de pandas polares mercenários. Após todos os seus familiares pandais terem sido chacinados, numa operação de pirataria no rio Cávado, pelo grupo rival de criminosos composto por ursos tropicais e apenas conhecido como "Gangue do Salmão", o Homem-Panda jurou vingança sobre tais criaturas malvadas. Treinado na arte de manuseamento da cana de bambu este herói tem apenas um objectivo, aleijar à paulada ou à "bambulada" todos os Ursos Tropicais sanguinários que encontrar.

 

 

A Albertina das Coivas: Ninguém conhece as "coivas" como a Albertina e quando um dia um comentador da National Geographic se enganou na denominação da Couve-de-Bruxelas (Brassica oleracea) dizendo "Bacia Oleosea", Albertina entrou em possessão e desde então está em guerra contra a famosa sociedade cientifica. Desde cartas com couves envenenadas a comentários impróprios no Facebook, Albertina tem aos poucos livrado o mundo de maus comentadores e falsos naturalistas.

 

 

Zé: Bem o Zé, é o Zé. Não salva ninguém mas também a ninguém faz mal. É conhecido na sua aldeia como Super-Neutro e trabalha numa lavandaria.

 

 

Mamutossauros-Pigmeu: Este ser angelical, veio do planeta Saturno para salvar a Terra das poeiras espaciais do malvado Dr. Circunflexo. Com o seu fiel amigo Pantufas (uma espécie de pardal cosmonauta) e a sua arma lançadora de gases-cósmicos, Pigmeu ajuda a humanidade e sobretudo os suricatas a afastarem do nosso planeta toda a maldade espacial. No decorrer da sua estadia neste mundo, apaixona-se por uma japonesa que é também líder da missão inter-galática de busca por vida inteligente no Universo. Pigmeu deu várias esperanças mas o seu QI de 25 provou que não poderia ser considerado inteligente. Os mamutossauros não resolveram as viagens espaciais de longo alcance, simplesmente se atiram para cima de asteróides e esperam pelo melhor.

 

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por Nhex às 02:42

O Regresso do Fumar Orégãos contra ataca

por Nhex, Domingo, 15.04.12

Olhem é assim, faz hoje tempo que não posto nada aqui. A razão dessa situação é que eu estive carborizado (um tipo de carbonização muito raro) até agora. E quem me reconstituiu cinza a cinza foi o grande Duende Alfredo que sofre de nanismo. Um dia, estava eu a escrever sobre os Kabatata Samura, uma tribo de pandas polares muito agressiva que comem gansos ao lanche e fazem tricô, depois disso... mas não foram eles que me carborizaram.

 Depois de eu escrever isso, fui jogar à sueca do mamute montado, que é um jogo de sueca que se joga em cima dum mamute (duh). Por acaso ganhei mil paus que gastei em ovos kinder, depois disso ninguém me carborizou.  Quem me carborizou foi... foi... o Estebes da Charcutaria também conhecido como Jaba da Anta. Antes de partir para a parte em que eu digo que fui carborizado de certa forma, temos que saber mais sobre o Estebes da Anta. O Estebes era caçador de prémios de jogos tradicionais das Berlengas e apostador em lutas de galos espaciais (espacium galae),  também chegou a casar mas isso não interessa porque aqui o importante sou eu. AH! Antes que me esqueça, certo dia eu decido pegar no Flecha, que era o meu galo espacial hiper-tonificado, e levo o bicho a ver como eram as lutas. O Estebes cheio de inveja por eu ter um galo bonito, viu aquilo e disse. "Oih oih oih! Donde vais tu menino? Pensas que me metes medo com esse galo?" ao que eu respondo "Não, ele tasse a rir é da tua camisa!". E é aí que começa. O Estebes larga o Fagulhas (o seu galo) e o Flecha sem cerimónias atira-se com os dentes de cabeça para o ringue. Mas o Fagulhas lutava sujo e atirou areia para os olhos do Flecha, só que o flecha usava lentes e nem sentiu, completamente enervado com a situação o Flecha vira-se e dá-lhe uma patada na boca, NA BOCA caros leitores! Ganhei a luta e um cacho de uvas.

 O problema é que eu me esqueci que o Estebes era um homem poderoso, e logo a seguir a isso enviou os seus patifes, que trabalhavam num restaurante em Tokio 43 ,para me capturar. Ora eu como nunca tinha sido capturado fui um alvo fácil e então pronto... fui capturado. Depois disso o Estebes assim "Que faço eu agora com vós?" e eu armado em Rambo respondo "Se calhar carborizavas-me!" e foi o que ele fez.

 Certo dia ia o Alfredo a chorar na rua a pensar "Se calhar isto é fome!", nisto, tropeça e cai. Ao virar-se vê um monte de cinzas espalhado no carreiro que vai até ao café do Chô Sintra que é um individuo chinês que é filho de pais portugueses. Pronto o Alfredo olha para as cinzas e diz, "isto se calhar é o Nhex" e olhem, foi isso. 

 

"Não percam o próximo posto, porque nós também não!"

 

 

Uma foto tirada no momento da vitória, sinto-me orgulhoso :D 

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por Nhex às 02:24

Pérolas dos antigos piratas surrifanos encontradas ao largo das Berlengas!

por Nhex, Quinta-feira, 30.12.10

Pois bem esta semana foram encontradas pérolas dos antigos piratas "surrifanos", estas pérolas de tom escuro são muito raras e pensam os investigadores que chegaram à costa oriundas de um navio naufragado ao largo da ilha 42 do sector 76.

As pérolas de tom escuro formam-se não em ostras (comum crustacium) mas sim nas famosas peroleiras (perolum si caiu matae) que dão como fruto este valioso material não orgânico. Durante séculos foram cobiçadas pelos mais diversos motivos, desde poderes misteriosos à cura do rabo de boi (doença que afecta principalmente os pandas polares).

A relação inevitável com os famosos piratas dos mares salgados do nordeste transmontano originou-se quando Cantanide Zeferino, o fundador destes lobos do mar, conseguiu plantar uma peroleira num vaso do seu navio e como tal tornou a pérola de tom escuro o símbolo destes piratas.

Quanto ao achado em si temos as reacções de alguns curiosos que por ali nadavam a 500 metros da costa.

 

"Fiquei muito feliz por o tubarão que me perseguia não ter conseguido ficar com a pérola"

-António Peixoto

 

"Eu quase me afogava mas a pérola salvou-me"

-Josefina Borges

 

"gluglulguppalsalllll...."

-Testemunha não reconhecida devido a desaparecimento

 

Durante os anos 80 houve até um filme sobre estas pérolas:

 

 

 

Não percam o próximo post, porque nós também não :P

 

 

Aqui ficam alguns posts antigos;

 

http://fumar-oregaos.blogs.sapo.pt/3889.html (vampiro rabo de chico)

http://fumar-oregaos.blogs.sapo.pt/21366.html (as primeiras palavras da humanidade)

http://fumar-oregaos.blogs.sapo.pt/5106.html (corrente de palavras)

 

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