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A queda sem ascensão do Nerd Clássico

por Nhex, Sábado, 13.02.16

ಠ_ಠ ( ︶︿︶) É láá, desculpem, estava a fazer caras enquanto isto não arrancava. Hoje trago-vos um texto documental, que surgiu depois de eu ter oservado o ambiente de trabalho numa empresa tecnológica. Tendo em conta o cenário apresentado, chega o dia de procurar aquela pessoa que viu todos os filmes da saga Alien, que jogou World of Warcraft até se ver obrigado a fazer uma sessão de alcoólicos anónimos, que guarda com boas memórias os tempos em que carregava o Doom no DOS, ou se orgulha de ainda ter o seu Spectrum. Quando chegou esse momento, essa pessoa não apareceu (só mais tarde, por agora precisamos de drama).

Calma, calma! Peço perdão, mas tirei eu um curso de Engenharia Informática, com todo o fanatismo por estes temas para quando chego ao mundo do trabalho, não encontrar praticamente nenhum estereotipado como eu? Isto não me deixou chateado, deixou-me sim intrigado. É importante saber, em, que ponto da história o informático deixou de ser o "Nerd" e passou a ser aquela pessoa que vai ao ginásio, que deixa de fazer visitas virtuais a museus, que bebe Gin à noite e tenta dançar, em vez de uma boa dose de Red Bull e café para conseguir aguentar a maratona de uma Lan Party.

 Provavelmente até nem é importante saber isto, mas precisava de uma introdução fixolas para a minha teoria sobre a queda sem ascensão do Nerd Clássico. Depois de uma intensiva pesquisa de dois minutos, em que decidi que o título do meu próximo post seria este, comecei a tirar as minhas conclusões. São três pontos de viragem, que alteram o paradigma de como um informático vive a sua vida.

 O primeiro ponto de viragem na postura introvertida, das pessoas envolvidas em tecnologia, data de 1994, quando Bill Gates decidiu a meio de uma entrevista, saltar por cima de uma cadeira. Não sabem do que estou a falar? Provavelmente não, mas podem encontrar mais detalhes neste endereço (sim é uma hiperligação)... Ok, vou dar mais um tempinho... Estejam à vontade, vejam com atenção o majestoso salto do senhor Gates. Estamos prontos? Porreiro. Este é o primeiro ponto de viragem, porque é aquele que incute a motivação necessária para que quem é sedentário decida fazer alguma coisa em relação à sua actividade física. Estamos a falar do Deus supremo da tecnologia, é normal que este evento ainda hoje tenha repercussões positivas na comunidade. Deixo-vos ainda uma pergunta, já tentaram saltar por cima da vossa cadeira de escritório hoje?

 Não podemos falar de Bill Gates, sem falar de Steve Jobs. Isto leva-nos ao segundo ponto na evolução extrovertida do Nerd Clássico. O homem era um comunicador nato, podia até apenas saber como se carregava um iPhone e apenas com isso vender milhões de unidades. Isto foi absorvido por milhões de pessoas atentas, que nos levou a um novo patamar da evolução que aqui relatamos. Foi a partir daqui que todos começamos a fazer apresentações fantásticas sobre como o nosso código fonte funcionava e a passar a cadeiras à tangente. Ao ler este parágrafo, começo a aperceber-me que muitas pessoas me podem odiar... O que me dá alento e uma ténue sensação de segurança, é estar nas Berlengas e escrever em português. Toda a gente sabe que mal temos dinheiro para pagar as contas, quanto mais comprar produtos da Apple. Qualquer ofensa que possa ser sentida em relação ao senhor Jobs vai certamente passar ao lado, porque acima de tudo, além das razões apresentadas anteriormente só a minha mãe é que deve ler isto. Com sorte o duende Alfredo faz a correcção dos erros. Mais do que este cenário é puro sucesso.

 Para o meu terceiro e último ponto, não me acredito que a simples pesquisa "famous drunk engineers" me tenha dado a maior pérola desta publicação. Já ouviram falar do senhor Bob Widlar? Não? Ainda bem, porque o pouco que li dele na Wikipedia merece ser aqui replicado. Este senhor foi um pioneiro dos circuitos integrados e todas essas partes mais aborrecidas de ser um engenheiro/génio. Não nos podemos esquecer que estamos apenas a falar das questões de personalidade. E se os nossos anteriores alvos, são titãs, posso garantir que não são nada ao lado deste senhor. Ao que parece, Bob, bebia que nem um campeão e por diversas vezes a bebida transformava-o num lutador. Consta também que não era grande Rocky Balboa. Podemos assumir isto como o dançar moderno, afinal de contas estamos a falar dos anos sessenta. O que é mais incrível, e acompanhem-me nesta (por favor?), é que uma das histórias deste senhor vai convenientemente de encontro à minha descrição do Informático moderno. Numa palestra na Europa, Bob recusou-se a continuar o seu discurso enquanto não lhe servissem mais Gin, sim, Gin. Confirmando assim o triângulo das bermudas do Nerd Cássico, muitas vezes associado às áreas dos sistemas de Informação.

Lançadas as fundações, quis o destino que o informático evoluísse e com ele evoluísse também o Nerd Clássico. Chamem-me um romântico mas ninguém me tira uma boa noite de jogo com amigos, nem uma boa maratona da saga Alien, até podem incluir aquelas duas aberrações chamadas Alien vs Predator.

 

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Bob Widlar @hackaday.com

 

 

 

 

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por Nhex às 01:25

1 comentário

De Catarina a 16.03.2016 às 19:10

"É importante saber, em, que ponto da história o informático deixou de ser o "Nerd" e passou a ser aquela pessoa que vai ao ginásio, que deixa de fazer visitas virtuais a museus, que bebe Gin à noite e tenta dançar, em vez de uma boa dose de Red Bull e café para conseguir aguentar a maratona de uma Lan Party."

Ora cá está! O ponto de viragem mais intrigante da história.
Boa estudo, este.

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