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E num assunto não relacionado...

por Nhex, Sábado, 29.11.14

"Nobody knows it but you..." Ah maldição! chegaram mesmo no momento em que eu cantava os hits românticos dos anos noventa... E se acham que era escusada esta entrada, se calhar até têm razão, mas, aqui eu posso fazer tudo. Só não posso dobrar o tempo e o espaço. O tempo, porque sou constantemente lembrado que uma cópia de segurança foi gravada a "x" horas. O espaço, porque não dá jeito dobrar uma página de um blog a não ser que ela esteja imprimida.

Esta semana foi forte em emoções para o povo português. O cante alentejano considerado património imaterial da humanidade, o Sócrates detido e o Alfredo ganhou os cem metros barreiras das Berlengas. Adivinhem qual é para mim a mais importante? Vou deixar "alguns" parágrafos para vos deixar pensar.

 

 

Pois claro, o nosso Alfredo, vencedor dos cem metros barreiras das Berlengas. Completou a prova em setenta e três horas e meia. Isto porque, estas barreiras, não são umas barreiras quaisquer. 

A prova é constituída por quatro obstáculos especialmente desenhados. São eles, o campo magnético, o monte de alho francês, um grupo de fãs do Luís Represas e a barreira linguística. E como funciona cada uma destas provações é o que vou explicar de seguida.

Começando pelo campo magnético, os atletas necessitam de recorrer a dois ímanes e três canetas de acetato além de também ignorar todas as leis da física para prosseguir. No monte de alho francês os atletas têm que perceber que, isto é uma prova a sério e não uma qualquer festa de São João no Porto. O belo grupo de fãs do Luís Represas. Basicamente trata-se de um grupo de pessoas que pensa que o homem participa na prova e assim ocupa a pista deliberadamente. Por fim, a barreira linguística. O derradeiro obstáculo, especialmente personalizado para cada atleta em prova. Este consiste em estabelecer conversação, para indicar a mercearia mais próxima, a um falante de uma língua estrangeira. Para o Alfredo, foi escolhido um gajo português. O Alfredo é um duende (se não sabiam, façam uma pequena pesquisa, nós somos a nossa própria Wikipédia...) e não fala português. Arranha no mirandês e a gente entende-se pelo tradutor do Bing. Ou seja, após dois minutos de prova vieram os próximos quatro mil quatrocentos e oito. A verdade é que o Alfredo conseguiu dar a volta à situação porque leu sinais de trânsito suficientes para conseguir dar indicações. E assim foi, venceu a prova com horas de avanço do segundo classificado, que teve que falar com um daqueles cães que parece que dizem palavras.

 

Se depois disto a pergunta que fica é: "porquê os números por extenso?" A minha resposta é: porque fica mais chique...

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por Nhex às 01:30